Quando a cabeça relaxa sobre os ombros, confia-se o melhor dos sentidos.
Palavras indizíveis são lidas pelo olhar. O silêncio é ingênuo.
O gesto comparativo faz das mãos maiores que as outras; suas linhas são lindas.
E o cotidiano é suspenso.
A tentativa é de igualar a respiração para compartilhar do mesmo ar,
para que cada segundo seja duplo.
O sangue pulsa nas veias; é cálido como a saliva que cerca a língua.
A esperança é para que o tesão suba às cabeças; nessa hora , já não há mais controle.
O calor seca o mal pensar, seca o desencontro na embriaguez dos corpos que dançam sem regras.
Estes só fazem um pedido: gozemos agora do mais puro prazer de estarmos juntos. Sem máscaras, sem palavras.
Despidos de si mesmos ao encontro do outro.
daí que nascem os anjos...
"(...) para que cada segundo seja duplo" Bonito isso. A propósito parabens pelo filme, na mais nobre do que uma estréia em cannes...
ResponderExcluirbjs,
Pmaranhao
Quando o amor acaba
ResponderExcluirou fica o amor
ou naõ fica nada.
Eu gosto do que você escreve não só pelo fato de ser bem escrito. Pra mim é mais que a escrita é a forma de se expressar. Por isso que eu gosto, eu gosto de ser surpreendido e você me surpreende.
ResponderExcluirBeijo .
Queria que lesse um conto sobre anjos escrito por Primo Levi. Daria o que dizer a respeito do que disse, assim, aqui.
ResponderExcluirBeijo.